A Fundação Municipal de Saúde (FMS) e a Universidade Federal do Piauí (UFPI) participam, em Teresina, da 13ª edição do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde, o PET-Saúde: Clima. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação e foi criada para fortalecer a preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos efeitos das mudanças climáticas e das emergências ambientais.
Entre os projetos selecionados para o programa está a proposta “Calor Extremo e Saúde nos Ciclos de Vida em Teresina”. O tema aproxima a agenda nacional de uma realidade que afeta diretamente a capital piauiense, marcada por períodos de temperaturas elevadas. A seleção oficial também registra projetos relacionados a outros municípios do estado, como Picos, Parnaíba e Floriano.
Como funciona o PET-Saúde: Clima
O PET-Saúde: Clima reúne instituições de ensino e serviços públicos de saúde em projetos voltados à formação, à pesquisa e à atuação nos territórios. Conforme o Ministério da Saúde, o edital prevê ações relacionadas à produção do cuidado, à vigilância em saúde, à atenção integral, à comunicação e à inovação.
O programa teve as atividades iniciadas em 3 de agosto de 2026. O edital nacional foi publicado em 23 de março do mesmo ano e atualizado em 18 de agosto. A proposta é ampliar a capacidade de adaptação do SUS, considerando que eventos climáticos extremos podem aprofundar desigualdades e aumentar a pressão sobre os serviços de saúde.
Calor extremo exige atenção à saúde
O projeto desenvolvido em Teresina aborda os impactos do calor extremo ao longo dos ciclos de vida. A definição é relevante porque diferentes grupos podem apresentar necessidades específicas em períodos de temperaturas elevadas, especialmente crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Trabalhadores expostos ao sol e moradores de áreas urbanas mais vulneráveis também devem ser considerados nas estratégias de prevenção e cuidado.
A elevação intensa das temperaturas pode exigir respostas articuladas entre vigilância, atenção básica, comunicação e serviços de saúde. Nesse contexto, a identificação de riscos nos territórios e a orientação da população são componentes importantes para reduzir danos e melhorar a capacidade de resposta do poder público diante de emergências ambientais.
Integração entre universidade, SUS e comunidade
A participação conjunta da FMS e da UFPI permite aproximar a formação acadêmica das demandas observadas nos serviços públicos de saúde. Estudantes, professores e profissionais podem trabalhar a partir dos desafios de Teresina, conectando conhecimento científico, planejamento e práticas de cuidado voltadas à realidade local.
Em edital interno publicado pela universidade, a UFPI informou que o programa busca promover equidade em saúde e integrar ensino, serviço e comunidade diante das emergências climáticas. A instituição também mantém uma página específica sobre o PET-Saúde.
Para Teresina, essa integração pode contribuir para qualificar o debate sobre os efeitos do calor extremo na saúde e orientar a elaboração de estratégias compatíveis com as características dos territórios atendidos pela rede municipal. O foco não está apenas na resposta após o agravamento dos problemas, mas também na prevenção, na vigilância e na preparação dos serviços.
Projetos selecionados no Piauí
A lista oficial de propostas homologadas pelo Ministério da Saúde inclui a iniciativa relacionada ao calor extremo e à saúde nos ciclos de vida em Teresina. O documento também apresenta projetos de Picos, Parnaíba e Floriano, indicando a presença de diferentes frentes de trabalho sobre clima e saúde no estado.
A 13ª edição do PET-Saúde: Clima terá duração prevista no ciclo 2026-2028, conforme a divulgação da UFPI. Os resultados e as atividades de cada projeto deverão ser desenvolvidos no âmbito das parcerias estabelecidas entre instituições de ensino e secretarias de saúde. Em Teresina, a participação da FMS e da UFPI coloca os impactos do calor extremo entre os temas de planejamento e educação em saúde do município.


