A Dívida Pública Federal (DPF) alcançou R$ 9,29 trilhões em agosto de 2026, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional em 28 de setembro. O estoque era de R$ 9,28 trilhões no mês anterior, o que representa uma alta nominal de 0,04%. Na comparação com agosto de 2025, o crescimento nominal chegou a 6,49%.
Os números constam no Relatório Mensal da Dívida, apresentado pelo Ministério da Fazenda. O indicador reúne informações sobre os títulos emitidos pelo governo federal e ajuda a acompanhar o volume de compromissos financeiros da União, além das condições de prazo, custo e composição desse passivo.
Taxa flutuante ganha espaço na composição
O principal destaque do relatório foi o aumento da participação dos títulos remunerados por taxa flutuante. Essa parcela passou de 51,11% da dívida em julho para 52,74% em agosto, o maior percentual da série histórica iniciada em dezembro de 2000.
Os títulos vinculados a índices de preços representaram 23,22% do estoque, enquanto os papéis prefixados corresponderam a 20,31%. A composição mostra como a dívida federal está distribuída entre diferentes formas de remuneração, aspecto acompanhado pelo Tesouro Nacional nas estatísticas de administração do endividamento público.
A variação mensal da participação dos títulos flutuantes ocorre em um cenário no qual a composição da dívida é observada junto com outros indicadores, como prazo médio, custo acumulado e volume de vencimentos. Esses dados permitem avaliar não apenas o tamanho do estoque, mas também o perfil dos compromissos assumidos pelo governo federal.
Emissões ficam abaixo dos resgates
Em agosto, as emissões de títulos públicos somaram R$ 211,62 bilhões. No mesmo período, os resgates chegaram a R$ 296,05 bilhões. O resultado foi um resgate líquido de R$ 84,43 bilhões, ou seja, o volume de títulos retirados de circulação superou o valor das novas emissões no mês.
As emissões e os resgates estão entre os fatores acompanhados no relatório para explicar a evolução do estoque da Dívida Pública Federal. A análise também considera os juros apropriados, que integram o acompanhamento mensal do endividamento e ajudam a compreender as alterações no saldo total.
Apesar do resgate líquido registrado em agosto, a dívida apresentou uma pequena elevação nominal em relação a julho. A diferença entre os dois resultados reforça que a variação do estoque não depende exclusivamente do volume de emissões e resgates, sendo necessário observar o conjunto das informações divulgadas pelo Tesouro.
Menor parcela com vencimento próximo
O relatório também registrou redução na parcela da dívida com vencimento previsto para os 12 meses seguintes. O percentual caiu de 18,91% em julho para 16,39% em agosto. Esse indicador mostra a proporção do estoque que precisa ser administrada em um horizonte mais curto.
No mesmo período, o prazo médio da Dívida Pública Federal subiu de 4,05 para 4,10 anos. Já o custo médio acumulado nos últimos 12 meses avançou de 12,45% para 12,59% ao ano. Prazo e custo são acompanhados pelo Tesouro porque ajudam a descrever as condições financeiras do endividamento federal.
A combinação de menor parcela vincenda no curto prazo e aumento do prazo médio alterou o perfil apresentado no relatório de agosto. Os indicadores, porém, devem ser lidos em conjunto com a composição dos títulos e com o custo médio, que também apresentou alta no período.
Reserva de liquidez chega a R$ 1,208 trilhão
A reserva de liquidez do governo federal encerrou agosto em R$ 1,208 trilhão. De acordo com o relatório, o montante era equivalente a 7,18 meses de vencimentos. A reserva é apresentada pelo Tesouro como um dos elementos de acompanhamento da capacidade de administrar os compromissos da dívida.
Os dados da DPF têm abrangência nacional e influenciam a leitura sobre as contas públicas, o financiamento do governo e o planejamento orçamentário. Para estados como o Piauí, o tema também tem relevância porque as condições da política econômica federal afetam o ambiente de crédito e a condução das finanças públicas no país.
O Tesouro Nacional disponibiliza informações fiscais e estatísticas relacionadas ao acompanhamento das contas públicas. O Relatório Mensal da Dívida referente a agosto reúne, portanto, os dados mais recentes sobre o estoque, a composição, os vencimentos, o prazo médio, o custo e a reserva de liquidez da dívida federal.


